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Homem, 26 anos, eonomista. Dinheiro, luxo, sexo. Economista, gay, workaholic. Viajar, sair, house music. Alto, magro, inteligente. Literatura, artes plásticas, arquitetura. Pai, mãe, irmãos. Trabalho, trabalho, trabalho.

14.5.06

Acabei de voltar de viagem, mais uma vez.

Fui à casa da minha irmã, com meus pais, para passarmos juntos os dias das mães. Como ela está grávida pela primeira vez, esta data era deveras importante e não poderia passsar em branco.

Fiquei uns dias sem atualizar por que eu descobri que o Speedy tem vida própria e só funciona quando ele quer.

Bizarro, não?

E todos os dias, quando eu vinha atualizar meu blog, ele não funcionava. Uma maravilha.

Mas o resumo da semana fica basicamente (na parte interessante) em mais uma mudança na forma de trabalhar com o banco e na minha saída de sexta.

Lá no banco as coisas sempre foram complicadas desde o dia em que eu entrei. Mas até que eu estava conseguindo me achar dentro da falta de planejamento, respeito e métodos que as pessoas insistem em manter por lá (e que é um retrocesso na forma de se administrar pessoas e negócios absurda).

Mas eu estava me achando.

E na quinta-feira, depois de ter visitado dois clientes com bastante êxito, em que eu pude tomar a frente da situação efalar claramente sobre negócios e produtos, veio a bomba na sexta de uma mudança total do foco do meu trabalho.

Que vai recomeçar do zero, praticamente. Mas eu tenho certeza que vou conseguir dar um jeito nisso.

E sexta, saí. Resolvi dar uma espairecida depois das notícias do trabalho.

(Cada vez mais vou seguindo à risca a regra de que nada, NADA é do jeito que a gente quer 100% e o melhor a fazer é obedecer e se distrair com outras coisas).

Resultado da saída: fiquei com três e fui para a cama com dois, ambos levemente sarados e um com jeito de caiçara do litoral norte.

Mas bonitos, claro, por que eu sou um homem de respeito. À minha imagem.

7.5.06

Update 2

Eu imaginava que o feriado de 1º de maio deixaria a cidade vazia.

Afinal de contas, com dois feriados juntos, as pessoas se dividiriam entre aquelas que viajariam no do dia 21 e as que sairiam no do dia 1º.

Pois é, mas não foi isso que aconteceu. Todo mundo saiu de São Paulo no dia 21 e ficou por aqui no outro.

A cidade estava lotada como sempre. E, via de regra, a The Week também ficou lotada. Com o agravante do pessoal do interior, que veio em peso.

Naquele sábado eu estava pensando se iria para lá ou não e acabei decidindo isso às 2:00 da manhã. Não passaria na casa de ninguém, nem queria ver quem iria. Achei melhor me arrumar e ir. Estava na porta às 3:20.

Encontrei com alguns conhecidos, dancei um pouco e fiquei um tempo com o irmão do Rubens (que trabalha lá na Etna) dançando no meio dos descamisados.

Ainda aproveitei e experimentei um pouco de GHB, que colocaram em uma Coca-Cola.

Para variar, nada de mais. Tenho certeza que droga é algo extremamente psicológico: se você quer sentir alguma coisa, pense nisso que ajuda (e muito) a droga a fazer tal efeito. Se não, você sente algo muito leve. E só.

Foi o meu caso. Mas isso é ótimo: mais uma droga entra para o meu cardápio de "não jogar dinheiro fora para estragar minha saúde por nada". Por isso que eu experimento tudo que aparece. Adoro comprovar minha teoria.

Uma certa hora estava trocando de pista e um cara alto, meio forte e mais velho que eu (deveria ter quase uns 40 anos) parou para me perguntar as horas. Respondi que era quase 4:30 e ele queria verificar no meu relógio.

Foi a jogada mais batida que eu já vi. Ele pegou no meu pulso, me aproximou dele, levantou a cabeça e me beijou.

E lá no meio do corredor, mesmo, começamos a ficar. Bem forte.

Mas bem forte.

A mão do cara era a mais rápida que eu já tinha provado.

E eu, que nem tenho tantos pudores assim, fiquei meio envergonhado. Não dá para se fazer tudo, ainda mais onde estávamos. O ambiente não permitia isso.

Ficamos bastante, sentamos em um sofá, ele me mordeu inteiro (parte que não gostei nada) e decidimos ir para algum lugar. Ele propôs, eu topei.

Ele era bem bonito, valeria a pena. E como eu gosto de caras mais velhos...

Deixamos as duas sobrinhas dele (???) que estavam por lá na casa dele e fomos para um Hotel.

Depois de meia hora procurando um, devo frisar.

Chegando lá, ele começou a ser meio rude, mandando que eu fizesse isso e aquilo. Que ele estava alto (de bêbado), eu já sabia, mas não gostei da atitude dele.

Sem falar que de tudo ele reclamava: a luz que não parava acesa, a TV que não funcionava, tudo. Ele teve a audácia de chamar um cara do hotel para entrar no quarto e verificar tudo isso.

Nu. Assim como eu, que me enfiei embaixo dos cobertores para que ele não olhasse na minha cara.

Não contente ele ainda agarrou o cara do hotel, para ele "participar" da brincadeira.

Sem comentários.

Passado tudo isso eu achei melhor terminar logo com a estória para ir embora sem acontecer algo ainda mais embaraçoso.

Fizemos o que tínhamos que fazer (que, eu confesso, foi muito bom) durante umas duas horas e eu fui tomar banho, enquanto ele ficou dormindo.

Dormindo, não: hibernando. Eu fiz toda a sorte de barulhos que conhecia e ele não acordou de jeito nenhum. Nem se mexia.

Não tive dúvidas: coloquei minha roupa, peguei o que tinha que pegar e fui embora.

Na recepção, pedi que o acordassem quando terminasse o prazo de utilização do quarto, pedi desculpas ao rapaz que foi assediado sexualmente e fui embora.

Sem pagar um centavo por isso.

Se ele tivesse me tratado bem, eu não faria isso. Mas na hora que fui embora fiquei tão coberto de vergonha, que não pensei duas vezes.

Mas deixei uma mensagem no celular dele me explicando. Depois ele me ligou e pediu desculpas, no domingo à noite, alegando que estava "muito louco" e que queria me ver novamente para me conhecer melhor e em outro estado, que tinha gostado de mim.

Fui embora do hotel e levei um certo tempo para achar o meu caminho (não sou nenhum expert em Centro da cidade e adjacências). Cheguei em casa às 10:30 da manhã, com meus pais tomando café-da-manhã.

Só lamento que minha carteirinha de estudante tenha ficado lá no hotel (que ele pegou), apesar de estar vencida.

E, para piorar, na segunda-feira fui procurar no Google alguma coisa a respeito do tal cara e descobri que ele é um designer e arquiteto bem famoso, que já fez projetos para um monte de pessoas e sempre aparece em qualquer evento relacionado à tríade moda-arquitetura-arte.

Se soubessem que ele é um pervertido chegado ao sadomasoquismo, talvez ele não fizesse tanto sucesso assim.

Mas isso é com os ouros. Nem sei se vou chegar a vê-lo de novo.

Aliás... Nem quero.

E serei educado de guardar o nome dele para mim. Pelo menos.

Update 1

Faz mais ou menos duas semanas que não posto aqui decentemente.

Depois de todos os feriados, prova do espanhol, complicações no banco, viagens e tudo mais, hoje resolvi colocar tudo em dia.

Viagens, no plural, porque depois de Montevidéu ainda tive que passar quase uma semana em Caxias do Sul. E lá no hotel não tinha um computador com internet para quem quisesse usar, tinha apenas um ponto de internet banda larga em cada quarto.

Muito fino. E que não servia para um pobre mortal sem laptop como eu (algo raro, hoje em dia, no muno corporativo). Mas tudo bem. Vamos ao que interessa.

Montevidéu é o primeiro update de uma série.

Como eu já tinha adiantado, a cidade é maravilhosa. Mas não é para muitas pessoas: aqueles que gostam de cidades antigas, que pararam no tempo (como eu) é que vão gostar mais. Não há muita badalação em MVD (até por que gente jovem, por lá, é raridade) e também não há muitos bares, baladas, praias movimentadas. O que se tem para ver e fazer é andar, conhecer, apreciar. Eu adorei e recomendo.

Até porque é uma viagem bastante barata, não deu mais de R$ 1.300 o pacote completo (passagem, hotel, refeições, táxi e algumas compras). Muito melhor e mais barato do que ir para o Nordeste (o que eu acho bastante sem graça. Praia brasileira não é o que mais me agrada).

Não há nada como conhecer outra cultura. O meu roteiro para MVD foi o de conhecer a 18 de Julio e arredores, a Av. del Libertador e arredores (até o Palácio Legislativo), a zona do Porto, Ciudad Vieja, Pocitos, todas as ramblas, Punta Carretas até o Shopping Tres Cruces e, por último, o Cerro (que é de onde se tem a vista completa da cidade).

Coitada da Renata, fiquei com pena dela. Eu, que ando que nem um condenado toda vez que viajo, fui um problema. Não é todo mundo que agüenta ficar andando 8, 9 horas por dia, com uma hora de intervalo. No segundo dia, teve uma hora em que ela virou para mim e soltou:

- Ando até as 17:30. Depois disso, não importa se estamos indo para o lado certo ou não, eu pego um táxi!!

Nossa sorte foi que chegamos ao lugar que queríamos às 17:35. E o céu, que estava nublado naquele sábado, até se abriu. O sol brilhou forte e caímos na risada.

Sem contar que eu parecia um turista japonês. Tirei quase 300 fotos em dois dias e meio. Tudo que se movia eu fotografava, todas as ruas, quase todos os prédios, as pessoas, os carros, tudo. Maldita máquina digital com um cartão de memória quase ilimitado. Depois, para a família ver as fotos, é um suplício de demorado.

Também acabei indo para a balada gay de lá, um lugar chamado Caimdance.

Que é horroroso, devo frisar.

Música esquisita, pista medonha (só faltava ter uma samambaia pendurada no teto) e um povo meio fora do padrão. Quando entrei, me arrependi: deveria ter ficado no hotel, dormindo e me recuperando de um dia inteiro andando.

Mas acabei pensando o que sempre penso: já que saí naquele frio (estava uns 10º), me arrumei todo, fui andando até o lugar (deu uns 20 minutos de caminhada) e paguei os 100 pesos uruguaios para entrar (R$ 10), alguma coisa tinha que acontecer.

Eis que, decidido que eu ficaria, eu fui para o fundo do bar, sentei em um palco que tinha por lá, cruzei as pernas e fiquei vendo o povo entrando e saindo. Naquela hora (00:30) a pista ainda não estava aberta.

Sentado, percebi que um cara ao meu lado começou a me olhar. Eu, que não deixo passar nada, comecei a fazer aqueles movimentos ridículos que a gente faz quando quer olhar sem olhar para o cara que está te olhando: passava a mão no cabelo e virava a cabeça para a esquerda, arrumava 500 vezes a manga da minha camisa, virava apara a esquerda para olhar um cartaz que estava fixado acima da cabeça dele etc etc etc.

Deu resultado: ele puxou conversa comigo, nos apresentamos e ficamos conversando por uma hora e meia, mais ou menos.

Conversa essa deveras interessante, devo acrescentar.

O nome dele era Davi. El tinha 25 anos e estava em MVD fazia dois meses, recém-chegado de Tel-Aviv (sim, ele era judeu). Tinha voltado para estudar economia e morava com seus pais. Sua irmã morava em São Paulo.

Depois de tanto conversarmos, acabamos ficando. E foi bom. Quanto a ele, não era nada de especial fisicamente. Era o que escreveu a Danuza Leão: "...Era um homem. Nem velho, nem novo, nem feio nem bonito: um homem".
Eu tinha me encantado era pela conversa dele, mesmo.

Depois de ficarmos um bom tempo no palco em que estávamos, fomos para a pista de dança, eu com uma garrafa de cerveja na mão.

E quando eu falo em garrafa, era uma garrafa de UM LITRO de cerveja. Sim, a cerveja lá era vendida em garrafa e vinha acompanhada de dois copos (ou um, se você estivesse sozinho).

Lá estava eu, na pista, com uma aquilo nas mãos achando que era uma long-neck. Bizarro, mas divertido.

Começamos a dançar e a coisa foi esquentando. Depois de quase dois litros de cerveja na cabeça, eu já não estava mais dentro das minhas condições normais de temperatura e prssão (vulga CNTP) e percebi que os dois estavam ficando bastante animados.

Sem hesitar propus a ele de irmos para outro lugar. Ele achou ótimo e saímos de lá quase correndo, para um hotel/motel perto dali que ele conhecia e que ficava bem próximo do meu hotel.

No caminho, fomos nos beijando como loucos. Um comportamento bem comum para uma cidade pequena, católica e conservadora como Montevidéu.

Chegando lá, tivemos que esperar por meia hora para que o quarto ficasse pronto. E eu, que não tenho muita noção, comecei a confratenizar com todos os transeuntes do local. Acho que devo ter conversado com umas cinco prostitutas. Ou mais.

Enquanto esperávamos, continuamos a ficar, também. A uma certa altura, já estava rezando para o cara nos chamar para o nosso quarto, por que eu já estava com minha roupa inteira desabotoad/aberta.

Quando a nossa hora chegou, entramos no quarto e fizemos o que tínhamos que fazer. Não foi ruim, foi bom, muito bom. Mas isso graças à empolgação dele, por que eu, às 5 da manhã, já estava quase parecendo um zumbi, de tanto sono que eu estava sentindo.

Passado o primeiro round, pedi que fôssemos embora, para que eu descansasse um pouco para amanhã. Ele ficou triste, mas aceitou. Tomamos banho, nos vestimos, conversamos mais um pouco e fomos embora.
Nos despedimos na esquina próxima, com ele subindo a rua, indo para o centro (onde morava) e eu descendo a rua, indo para o Íbis da La Cumparsita.

Naquele frio todo e com o sol já subindo, resolvi fumar o meu cigarro pós-sexo (que é clichê, mas é necessário) e, remexendo os meus bolsos atrás de um isqueiro, achei meu maço de dinheiro. Que me pareceu bem mais leve: estava faltando 200 pesos em relação ao que eu me lembrava da proporção levado/gasto.

Mas agora já era tarde para confirmar se eu tinha perdido o dinheiro ou se ele tinha sido perdido.

Uma zero para as recomendações de mamãe.

Mas pelo menos os R$ 20 reais valeram a pena para ter esta estória guardada.

27.4.06

Voltando ao assunto.

Não postei antes porque os últimos três dias foram muito corridos. E domingo, quando cheguei de viagem, não tive pique para nada, só para dessarrumar as malas, comer, tomar um banho e dormir.

Mas já adianto que a viajem foi ótima.

Montevidéu é linda, do jeito que eu esperava que seria. E, para um adorador de arquitetura e costumes, não poderia ser melhor.

Aliás, já cheguei à conclusão que é por isso que não gosto de viajar pelo Brasil: beleza natural não me encanta, o que eu gosto são as cidades, as cidades diferentes das que estou acostumado e que possam me oferecer o que eu gosto (arquitetura agradável + pessoas) a um vôo de São Paulo.

Montevidéu se encaixou na categoria. E logo falarei disso.

O motivo deste post não é nada de mais, mas serve para constatar um fato: o maior ponto gay de São Paulo, com certeza, é o metrô Linha Verde, da Paulista.

Dá para se arrumar fácil por lá. Constatação pura. Eu mesmo fiquei de olho em dois e fui olhado por três. Mas como se todo mundo estivesse em um safári, na cara dura, de virar pescoço e tudo mais.

Ao meio-dia de uma quarta-feira.

Pena que eu estava com meu chefe ao meu lado e não poderia ir muito além. Mas aquele loiro de camiseta do Brasil até que valeria a pena o risco.

...

Ok, eu não tenho limites.

Fato.

20.4.06

3... 2... 1... !

1) Mala pronta.

2) Mochila a tiracolo, já com tudo.

3) Passaporte em mãos + passagem.

É amanhã! Montevidéu que me aguarde!

E, para o blog, até domingo!

19.4.06

O mundo social está, realmente, de pernas para o ar.

Ontem, depois de uma troca de e-mails com o cara que eu conheci no sábado, resolvi ligar para ele às 22:00 para conversarmos.

Sabe aquela ligação boba, em que vc liga só para falar um "oi", ouvir a voz da pessoa e dizer um "até amanhã, foi bom te ouvir"?

Aquela em que não há a necessidade de se ter um assunto pré-ensaiado, um tópico pertinente, um "mas e a política de manutenção do processo de enriquecimento de urânio no Irã, não? Não é mais fácil investir em uma fonte alternativa de energia, para evitar problemas com o conselho de segurança da ONU?"

Não precisa de nada disso.

(Ok, você pode ensaiar uma frase de efeito, um comentário, mas nada deve ficar fora dos conceitos básicos de um início de relacionamento colorido).

Um bom e básico flerte, como diriam nossas amadas mães.

Pois é, ligando para o cara, nós tivemos nossos cinco minutos iguais ao que foi descrito acima (como manda o figurino) e outros vinte e cinco com ele falando sobre as nossas diferenças culturais, de trabalho, padrão de vida e todo o resto.

Ele ficou se explicando porque que não usa roupas da loja X, Y, Z, que tem um carro 1996 porque ganha pouco e tem que ajudar pai e mãe, que todos os bens materiais que tem e são caros foi o primo pobre que subiu na vida e virou rico que deu para ele etc e tal.

Enfim: ele fez uma plataforma política sobre o fato de ele ser pobre e ter que me avisar sobre isso para que possamos ir em frente. Ele não quer mais passar por apuros vergonhosos de diferenças de classe social comigo, como tinha passado com os outros.

Não tenho nada contra o cara ser cheio da grana ou não, isso pouco me interessa. Dinheiro sempre se dá um jeito. O importante é ter química, corpos que se ajustem. E, claro, um físico que satisfaça a ambos (sem hipocrisias, por favor). Até porque não vamos casar e ele mora a 600 Km distância de mim.

Falei para ele não se preocupar. Mas menti.

Essa estória deveria ter aparecido no segundo, terceiro café da manhã juntos. Logo de cara? Que coisa mais corta-tesão... Como se eu não conhecesse o Rio e soubesse do lugar que ele mora quando ele me falou antes de sairmos da balada para o motel. E eu lá me importei com isso? Na hora nem dei bola e, agora, menos ainda. Muito chato.

Desse tipo de problema, estou mais que cheio. Já bastava meu último namorado, que era encanadíssimo com isso. Fora que eu me sinto péssimo. Não sou raso a esse ponto.

Pelo menos não mais.

E outra: eu ando com gente 10.000.000 mais rica do que eu e isso nunca foi empecilho para nada. Cada um gasta e faz o que pode e, quando se está junto, procura-se fazer algo que todos possam arcar e sentirem-se bem.

Será que só eu me lembro disso?

Acredito que não.

18.4.06

Contando os dias

Daqui a 48 horas estarei em Montevidéu. Não vejo a hora.

Cada dia que vai passando eu fico mais ansioso para ir.

Já vi até a temperatura que vai estar por lá: entre 10º e 18º. Bem friozinho,com céu aberto, próprio para quem vai ficar camelando de andar por três dias.

Vai ser maravilhoso! E espero que a Renata goste da viagem também.

Nem o fato de estarmos indo em um avião da Varig (apesar do vôo ser Pluna) está tirando o meu humor. Até o trabalho está melhor por causa disso.

Quero embarcar logo, estou que nem presidiário que fica riscando a parede paracontar os dias que faltam para ele sair de lá.

¡Arriba!

17.4.06

Embalos de sábado à noite.

Este sábado foi um dos melhores que eu já tive este ano.

Tomei um banho, me arrumei e saí de casa às 16:00, direto para o Shopping Iguatemi. O roteiro era:

1) Comprar o ingresso para ver "A Era do Gelo 2".
2) Ir ao MAM ver a exposição do alfredo Volpi.
3) Cortar o cabelo.
4) Lavar o carro.
5) Assistir ao filme.
6) Comer alguma coisa.
7) Voltar para casa para me arrumar e sair de novo.

Saí de casa, fui ao Iguatemi comprar o ingresso (miraculosamente tinha ingressos à venda a rodo) e acabei pegando um da sessão das 20:20. Ótimo, daria tempo de fazer todo o resto.

Do Iguatemi fui direto para o Ibirapuera. Estacionei e fui para a exposição, faltando 1:20 h para ela fechar.

Recomendo: esta exposição do Volpi (a primeira retrospectiva em 20 anos) está muito boa e abrangente. Todos os melhores trabalhos dele e suas fases estão bem representados e a disposição dos quadros está coerente. Sem contar que os trabalhos dele com bandeirinhas (os mais famosos) são sempre um deleite para os olhos. Eu adoro, é de uma simplicidade que nos faz
pensar como tudo pode ser transportado para o mundo artístico. Basta ter a visão.

Depois fui para o Eldorado cortar o cabelo e lavar o carro. Chegando na Dry Wash, recusaram meu carro por que não tinha lavadores em número suficiente para lavar todos os carros. Fui para o salão (lá dentro do shopping, mesmo) e quase não cortei por que também não tinha cabeleireiros suficientes.

Mas arrumaram um para mim. Fiquei lisonjeado.

Cabelo cortado, voltei para o Iguatemi. Dei uma volta, comprei algumas coisas e fui ao cinema.

Adorei "A Era do Gelo 2". É muito engraçado, bem melhor do que o primeiro. Sem contar que as mensagens boas do filme continuam e o humor ainda mantém o toque meio "adulto". Muito bom, dei risada que nem um retardado. Precisava.

Saindo de lá, recebi uma mensagem do Edson para um almoço de Páscoa na casa dele. Não sabia que ele estava em São Paulo e liguei: ele estava com o Fabrício fazendo uma maratona de todas as temporadas de Queer as Folk na casa dele.

Nem pensei duas vezes: passei em um Mc Donald's, comprei um Mc Duplo e fui direto para o Edson, lá em Higienópolis.

Ficamos um tempo por lá, jogando conversa fora e vendo televisão. Depois apareceram dois casais e só aumentou o pessoal.

Ninguém se animou a sair, mas mesmo assim eu resolvi ir. Precisava dançar, I was on fire.

2:45 da manhã fui para o meu carro (arrumado de novo, mas com a mesma roupa) e dirigi até a SoGo. Não fui à TW por que quase ninguém estava em São Paulo e queria fazxer alguma coisa diferente.

Nada melhor do que um feriado em Sampa para fazer algo fora do roteiro comum e não correr o risco de dar de cara com todo mundo que você conhece.

Chegando lá estava tocando Dancing Queen, do ABBA. Depois de ouvir mais algumas músicas, concluí que a trilha sonora estava idêntica à de uma festa de casamento. Não foi muito animador, no primeiro instante...

Mas eu não estava nem aí, comecei a dançar assim mesmo. Uma hora a música iria melhorar.

Tinha um povo até que bonito por lá (apesar de dar para contar nos dedos) e comecei até a ficar de olho em alguns caras, mas sem muito resultados. Até que decidi pegar uma bebida e mudar de lugar.

Sempre adianta mudar de lugar para ver e ser visto. Garanto.

Praticamente virei o que pedi e fui para o andar de cima. Lá, estava dançando um cara sem camisa, que não era forte (só delineado), com cavanhaque, cara de homem (mesmo) e mais velho.

Era o alvo. O safári estava começando para valer.

Comecei a olhar, sorrir e fui correspondido. Quando ele veio para o meu lado fiz a mesma coisa. Ele se aproximou, perguntou meu nome, respondi e ficamos.

Depois de alguns minutos descemos e fomos para embaixo da escada (aquela, em caracol). Lá é que a coisa esquentou.

Uma hora já estava com minha camisa pendurada em uma mão, com ele passando a mão em todo o meu corpo, calças semi-abertas e eu quase sem poder respirar.

Melhor do que aquilo, só um pouco mais.

O nome dele era Alexandre e ele era do Rio, passando o feriado em Sampa. 30 anos (um pouco mais, mas não me lembro), 1,90 e tudo em ordem.

Na hora, só pensava que eu precisava ir para a cama com aquele cara, de qualquer jeito. Fiz a proposta e ele aceitou.

Fomos para aquele motel lá da Frei Caneca e ficamos duas horas por lá. Fazendo de tudo. Serviço completo para ambos os lados.

É incrível como carioca sabe ser gostoso quando quer. Não tem comparação transar com um cara daqui e com outro de lá. Eles são muito mais descarados, é sempre assim.

E eu adoro.

Foi muito bom. Puta que pariu, que cara era aquele...

Saindo do motel, fomos conversando mais e eu o deixei no flat em que ele estava, lá em Moema. Feito isso voltei para casa.

Cheguei às 7:30 da manhã.

15 horas fora de casa, sempre fazendo algo.

Adoro quando isso acontece. Ainda mais com este final.

15.4.06

Os belos da estória

Este cara é minha paixão platônica de Miami, mais bonito ao vivo do que na foto. Com ele tive uma noite louca, que começou na Twist e terminou no apartamento dele, no Mirador (um prédio famoso de South Beach), perto da Washington Avenue com a 9 ou 10. Acho.

Mas antes de nos conhecermos, vale a pena deixar registrado o que andei fazendo por lá.

Cheguei em Miami no sábado de carnaval, às 17:00, horário local, depois e oito horas de um vôo completamente cheio (sério, não tinha um lugar vazio) e diurno: o que significa que estava repleto de adolescentes e crianças, todos indo para a Disney e sendo atendidos por aeromoças que não eram moças.

E todas com a paciência zero, querendo fritar os aborrescentes no microondas do fundo do avião.

Sem contar que o vôo parecia uma excursão de ônibus: todo mundo trocando de lugar a toda hora, muita gente em pé conversando, famílias trocando experiências de outras viagens, pessoas reclamando da demora da viagem (oito horas sem dormir não é fácil) e pacotes de bolachas Bono para todos os lados. Bizarro, mas divertido.

Chegando a Miami eu fui barrado pela imigração porque não me lembrava do endereço do Ricardo completamente, faltava o número do prédio dele. A sorte foi que meu pai me ligou 1 minuto depois de eu ter sido barrado e saiu a família inteira tentando falar com o Ri (que estava me esperando em um lugar onde celulares não pegam) para descobrir o endereço por inteiro. Tiveram que ligar no trabalho dele e, felizmente, deu certo.

Depois disso, nada mais de errado aconteceu. Fiz tudo que eu queria, visitei os lugares que ainda não conhecia, revi outros e aproveitei muito a noite de Miami:

Sábado: Twist (fiquei com um norte-americano alto, forte, bem bacana – e que no final me chamou de gostoso, em português – cego de tudo) e depois fomos para a Space, com dois argentinos amigos do Ricardo. Com um deles eu fiquei, na balada. E depois fomos um pouco mais além no campo de golfe público de South Beach.

Não chegamos aos finalmentes, mas quase. Praticamente sem roupa alguma. Em um banco no caminho do campo de golfe, com a avenida ao fundo, ao ar livre. Tão louco que beirou a idiotice.

Domingo: Score (apenas para tomar alguma coisa) e Twist de novo. Lá fiquei com um norte-americano de NY, loiro, bem tampinha, mas fortinho. Eu só me lembro que estava mega-hiper-super simpático porque tínhamos tomado um monte na casa do Ricardo e eu ainda comprei uma garrafa de Champanhe para a gente na Twist.

Nada de me achar o milionário: a garrafa custou US$ 20, uma pechincha.

Uma hora eu me encostei na parede, o baixinho estava lá e começamos a nos beijar de uma forma que, cinco minutos depois, eu estava com a minha camisa quase arrastando no chão, calça semi-aberta e tudo mais. Uma putaria, mesmo, confesso.

Fomos para outro canto, continuamos nessa e resolvemos sair dali, para o hotel dele. Fomos.

Chegamos ao hotel, ele estava hospedado na cobertura: era dele toda a decoração e design do hotel recém-restaurado. E o cara tinha um bom-gosto fenomenal, posso garantir. Além disso, o quarto dele tinha a vista mais espetacular que eu já tinha visto da cidade até então.

Fizemos o que tínhamos que fazer e ele pediu para eu ir embora, já que tinha que pegar um avião logo cedo para NY.

Saí. Puto, mas saí.

Voltei a pé para a Twist e, chegando lá, com dois minutos de permanência já comecei a ficar de olho em um cara que dançava com a camisa aberta. Fiquei com ele e conversamos um pouco: era italiano e estava de passagem por Miami.

Depois disso saí da Twist para valer. Passando a primeira rua, um cara em um Crossfire começou a me “seguir” pela calçada. Eu andando e ele na rua, dirigindo a 5 Km/h. Uma hora ele começou, em inglês:

- Ei, tudo bem?
- Tudo, tudo bem.
- Quer uma carona?
- ... Quero!

Entrei no carro do cara. Era um homem negro, enorme, não muito bonito. Loucura, mais uma vez.

Andamos por alguns quarteirões conversando, principalmente sobre o carro e, quando me dei conta, ele me mostrou onde morava, já na porta da garagem do prédio. E ele queria que eu subisse com ele, para tomar alguma coisa.

Aí também já era demais.

Falei que não, que precisava voltar para casa, que eu estava muito agradecido pela carona e tudo mais. Complementei com um beijo bem demorado e fui embora. E estava longe pra caramba de onde deveria estar, mas tudo bem.

Voltei para casa uns 15 minutos depois e levei uma baita bronca do Ricardo. Mas pelo menos tinha a chave de casa e o convenci que realmente sabia andar pela cidade.

Segunda: dia de ir ao Crobar. Não gostei da balada, ainda mais por que estava tendo uma premiação de Drags no local, naquele dia. Mas não gostei de nada, nem do lugar, nem da música. Depois fomos à Twist e aí a noite ficou melhor: deu para dançar e dar risada. Além de ajudar o Ricardo a “caçar” um barman maravilhoso que estava lá.

Aliás, um parênteses: nos EUA todo mundo recebe dinheiro, como gorjetas para dançarinas. TODOS. Os gogo-boys saem abraçando e pegando em todo mundo para ver quem paga 20 por uma passada de mão e 50 para ficar com eles. E, enquanto eles estão dançando, aceitam dinheiro na cueca fácil, fácil.
Sem comentários.

Terça: Festa do Ricardo na Mansion (outra balada HT bombada de Miami e, depois, esticada na Twist (para variar). Mas antes disso , tinha dado um pulo até Ft. Lauderdale para encontrar o Argentino de sábado. Conheci um pedaço da cidade e fomos para a casa dele. Para isso mesmo.

Na Mansion, foi divertido por causa das pessoas que estavam lá, ma a balada foi tenebrosa: eu não gosto de hip-hop. Nada, de forma alguma. E lá tocava sem parar, um porre. Foi todo mundo para a Twist.

Na Twist, foi lá que encontrei o dono do corpo da foto que ilustra este post. Primeiramente nos abraçamos, dançamos juntos, apertávamos nossas mãos, nos beijávamos suavemente. Depois fomos indo mais adiante e começamos a nos beijar de uma forma mais intensa, com as mãos passeando sobre os dois e indo para o lado mais sexual da estória.

Quando me dei conta, estávamos com as mãos sob as roupas um do outro. E, dali, fomos para o apartamento dele em um pulo, já que eu iria embora na quarta à noite. Era agora ou nunca.

Chegamos ao apartamento dele e ele acendeu velas, colocou uma música e preparou alguma coisa para a gente beber. Brega, mas fofíssimo. E ficamos um bom tempo olhando a vista do lugar, que era melhor do que a do hotel do cara de NY (mal de quem mora em casa).

Começamos a nos beijar de novo e, uma hora que eu já estava sem camisa e só com minhas calças, ele me jogou sentado no sofá, tirou a pólo que ele estava usando com as duas mãos (puxando para cima), abriu um botão da calça e me perguntou, em espanhol:

- O que você acha?
- O que eu acho? Você é o cara mais bonito com quem eu já fiquei!

E daí para a cama foi um pulo. Passei a noite inteira com ele, tomamos banho juntos, conversamos, dormimos, conversamos quando acordamos e eu fui embora. A pé, mais de 15 quarteirões, sorrindo que nem um idiota pelas ruas, vestido com uma camisa de smoking, calça social risca de giz (mas nada antiquado, garanto) e um colar, desses do Mardi Gras, enrolado no pulso.

Voltei para casa feliz à beça. E fiquei assim por mais dois dias depois que voltei para o Brasil.

No dia de ir embora, eu e o Ricardo mal conseguimos nos despedir, já que ele detesta chorar e bancar o vulnerável.

Mas eu chorei, muito, quando o avião decolou. Foram dias ótimos, que eu quero me lembrar por um bom tempo.

E agora eu encerro o capítulo Miami. Está na hora de falar de outras coisas. Como Montevidéu, que está chegando.

12.4.06

Bienvenidos a Miami



Tudo começou quando, em 2004, eu resolvi ir para a Disney nas minhas férias do banco.

Todo mundo disse que eu estava louco em ir para a Disney. Imagine, um homem de 25 anos indo ver o Mickey era algo impensável.

Mais ainda quando falei que passaria uns dias em Miami, para conhecer. Por minha própria conta.

Justo eu, que não gosto de praias. Nada a ver.

Pois eu fui e adorei tudo. Principalmente Miami, que foi uma paixão imediata. Não sei explicar direito.

Feito isso, voltei à cidade pouco mais de um ano depois, agora em fevereiro de 2006 (tinha ido no final de novembro de 2004, na primeira vez). E gostei ainda mais.

Foi a melhor viajem que já fiz até agora! Ainda lembro dela como se tivesse acabado de descer do avião.

Foi muito, muito bom. Eu me diverti como nunca, beijei como nunca (sete caras em cinco dias) e também transei como nunca. Mas só com três caras, sendo que dois eu me comunico até hoje e um (Rodolfo, da República Dominicana) eu converso todos os dias e trocamos fotos variadas.

Este eu estou com saudades de reencontrar. Ele mexeu bastante comigo.

Talvez seja até por isso que eu estou reclamando da minha vida amorosa do jeito que fiz no post anterior. Apesar de eu ter ficado com vários caras e de ter ido para a cama com um número também, digamos, alto para poucos dias, a qualidade foi o diferencial.

Não foi aquela coisa rápida que ninguém sabia o nome de ninguém direito. E nem durou duas horas e nada mais.

Tenho certeza que foi isso que me deixou ainda ais convicto de que eu não quero mais nada que seja sexo por sexo. Isso eu já descartei.

Fora esse lado, eu adoro passear pelas praias de South Beach, andar pela Lincoln Road, Brickell Avenue, Downtown Miami, North Beach, Aventura, Coconut Grove e todo o resto.

Adoro. Gosto da arquitetura diferenciada (o edifício Atlantis é perfeito), do jeito que são as ruas, do distrito art-decó de SOBE, de ver as pessoas, as comunidades latinas. Fora que a parte entre Miami Beach e Miami é linda.

As baladas também são fantásticas e as pessoas, muito simpáticas, como em nenhum outro lugar dos EUA. Ponto para a enxurrada de latinos que há lá. Para balada, recomendo a Space, que é uma balada gigante, hétero (mas friendly) e muito divertida, com a melhor música e infra-estrutura da cidade.

Também dá para fazer compras como ninguém e tudo bem barato. Quem fala que Miami é cara não foi comprar nos lugares certos. Dá para comprar camiseta Diesel na própria loja por US$ 15. Camisas Gap também por US$ 15. E por aí vai.

E, por último, está o Ricardo, morando lá. Meu amigo querido que eu sinto uma falta imensa.

Dos esteriótipos, quem fala que Miami é brega é porque não conheceu a parte bacana da cidade. Como todo lugar que se preza, os pontos específicos (como restaurantes) feitos para turistas são medonhos. Se isso é assim até em Paris, não deixaria de ser diferente nos EUA.

Quem tem bom gosto se vira muito bem em qualquer lugar. O Rio, por exemplo, é horroroso se você só ficar no esquema bares de turistas, ensaio de escola de samba + Copacabana. Sem contar que o carioca é mal-vestido que doem os olhos!

MAS mesmo assim o Rio é fantástico. Assim como o lado chique de Miami também é tudo de bom!

E, se tudo der certo, volto para lá. Com certeza.

11.4.06

Travel addicted

2006: este ano é o ano de viajar.

Para mim, o ano começou em outubro, quando saí do banco que eu trabalhava para ir a outra empresa (nada a ver com o que eu fazia) e, nesse meio tempo, fui para Buenos Aires passar uma semana.

Acabei pegando gosto pela coisa.

Antes disso tinha ido para o Rio (exatamente três dias antes). No reveillón, novamente para o Rio. No carnaval, fui para Miami e passei cinco dias por lá.

Agora, vou para Montevidéu dia 21, com uma amiga.

E, como estou meio de saco cheio de tudo (um momento que, com certeza, vai passar), resolvi que no feriado de Corpus Christi vou novamente para Miami.

Ontem conversei com minha mãe e expliquei tudo: o que estava sentindo, como achava que as coisas se arrumariam, o que eu queria fazer neste semestre (além de trabalhar como um cão cego). E contei que queria ir para Miami por três motivos:

1) Sair da minha rotina atual de uma forma completa. Esquecer tudo e todos (pode ser que isso dure até junho)
2) Rever o Ricardo, meu amigo, que está morando lá há um ano (que eu já vi), mesmo ele vindo para cá em maio. Vê-lo nunca é demais. Eu juro.
3) Reencontrar um cara que eu conheci lá (que é a cara e corpo do Vin Diesel) e cujo contato deste então eu não perdi. Ainda bem, porque ele vale a pena, sim.

Anotem: este vale a pena MESMO.

Fora que em Miami as coisas sempre funcionam pra mim. Eu adoro aquela cidade, é o melhor lugar do mundo (atualmente) para viajar.

Acho que eu ainda não coloquei aqui o porquê, mas no próximo post eu explico.

Miami... Eu amo aquela cidade, isso sim!

10.4.06

Voltando ao normal

Não deixei o blog de lado, em absoluto.

Simplesmente as duas últimas semanas eu fiquei muito fora do banco, viajando e visitando clientes, assim como indo para as agências que eu cuido, agora.

Com isso fiquei sem tempo para entrar e atualizar o blog, mas nada muito sério. Agora estou voltando a arrumar meu tempo para fazer isso (até porque a tela do meu monitor fica na cara do meu Superintendente e jamais poderia postar quando ele estivesse atrás de mim).

Anyway...

Nesta última semana as coisas não andaram muito bem para o meu lado. Nada contra o que acontece no lado profissional, mas o lado pessoal está em frangalhos.

Quinta-feira mandei um e-mail para a Ana (que ainda está no banco que eu trabalhava) comentando que as coisas estão indo bem no novo banco, mas eu estou me sentindo muito sozinho.

Este final de semana tudo aflorou. Eu realmente estou muito, muito sozinho. E está ficando insuportável.

Sábado fiquei o tempo todo sozinho na The Week. Mesmo com todo mundo lá, quis ficar sozinho. Não estou mais me achando entre os meus amigos e também entre os caras que eu cruzo por aí.

(Sim, eu continuo saindo todo final de semana. É meu hábito e eu adoro dançar. Isso não tem como mudar).

Por meses eu carreguei isto dentro de mim sem falar quase um "a" e fui levando a vida. Sorrindo para todo mundo, saindo com todo mundo, ficando com um monte de caras todos os finais de semana.

Ok, nada de mais. Mas cansou.

Cansei das conversas fiadas, do sexo sem compromisso, dos amigos que não mudam nunca, das pessoas no meu convívio diário que nunca fazem nada diferente do que faziam há seis anos atrás.

Ou eu mudei ou as pessoas pararam no tempo. Quem está certo ou errado, isso não é aplicável, mas eu não consigo mais acompanhar as pessoas que sou amigo há mais de sete anos. Alguns eu ainda mantenho um carinho, respeito. Outros, eu não agüento mais olhar na cara.

Estou em crise. E, pior, achando que eu estou tendo um surto adolescente, um momento "Rebelde" que não cabe mais à minha idade.

Sem contar que, agora, o cara pode ser o mais lindo possível e tudo mais, mas se não me olhar nos olhos, conversar, me beijar com vontade e ficar comigo por que quer ficar comigo (não com um homem), não acontece absolutamente nada.

Nada.

Cansei dos momentos Mc Donald's: passar os olhos, dar vontade, comer e ir embora. Claro que não vou ser hipócrita e falar que nunca mais farei isso, mas não dá mais para viver assim, só assim. Já se passaram seis anos, está na hora de crescer.

Jesus...

Preciso de terapia. Urgente.

24.3.06

Perfil do consumidor

Ator: Clive Owen.
Atriz: Natalie Portman.
O que você nunca faria: Matar alguém. Não teria coragem.
Pasta de dente: Colgate Sensitive.
Parte do corpo do homem que mais gosta: Peitoral + ombros.
Cantora: Alizée. Ainda.
Homem elegante: Tom Ford.
Homem bonito: Qualquer modelo da CK.
Mulher bonita: Adriana Lima.
Comida: Salada.
Sonho de consumo: Ter dinheiro para viajar o mundo todo e não ter que trabalhar.
Coisa que mais gosta de comprar: Camisas.
Mulher elegante: Nicole Kidman.
O que você não usaria: Havaianas. Detesto.
Sabonete: Dove
O que vc gostaria de fazer hoje: Sair do banco na hora do almoço.
O que você gostaria de roubar: Uma Masserati que estava exposta no Iguatemi.
Tipo de homem: Sarado. Os opostos se atraem.
Defeito: Ingenuidade para certas situações.
Bebida: Suco de laranja.
Loja: Gap
Refrigerante: Always Coca-Cola
Flor: Gerânio
Revista: Veja.
Gênio: Leonardo Da Vinci.
Pintor: David Hockney
O que você não consegue mais ouvir: SOS - Rihana
Que filme você queria ver agora, sem ter visto antes: Amores Brutos (sempre pego só pedaços do filme)
Personagem da ficção: Will (Will & Grace)
Herói: She-ra. Um luxo.
Uma das coisas que você gostaria de ter e não tem: dar menos na cara o que eu penso.
Caderno Cultural: cinema-exposições.
Programa de TV: Desperate Housewives e Lost. Em igualdade plena.
Lugar que gostaria de conhecer: Moscou.
Filosofia de vida: da Silvana "formalize tudo, fale tudo para seu chefe, conte todos os seus passos para nada dar errado depois".
Cena mais sexy do cinema: Tobey Maguire se olhando no espelho de manhã, quando acordou mega forte, em Spiderman.
Que filme você gostaria de rever: Match Point.
O que você nunca comeria: Baratas. Papillon está fora de moda.
Salgadinho predileto: Pastel!
Doce: pudim de leite condensado.
Diretor: Ang Lee (sem influências de Brokeback Mountain - estou pensando em Sense and Sensibility).
Quem você gostaria de namorar: a Bruna Surfistinha. Para chocar ainda mais.
Que livro você está lendo: Diva - José de Alencar.
Se pudesse escolher um rosto pra você, qual você escolheria: Igual ao do Tom Ford.
Animal predileto: Cachorro.
Verdura: alface
Viagem que gostaria de fazer: Rússia inteira.
Presente inesquecível: minha primeira viagem de avião para os EUA.
O que nunca assistiria: Jackass (e qyualquer coisa congênere)
Jornalista: Arnaldo Jabor.
Livro marcante: O Vermelho e o Negro, de Stendhal.
Canal de televisão: Sony.
Pessoa engraçada: Um cara que trabalha comigo, que é hilário.
Ator brasileiro: O Reynaldo Gianecchini (é lindo e está trabalhndo muito bem)
Atriz brasileira: Suzana Vieira
Como gostaria de morrer: subitamente, como em uma explosão.
Caneta: sempre lápis.
Medo: de não ser feliz.
Frase: "Quem pode, manda. Quem tem juízo, obedece".
Restaurante: Gil Bistrô.
Modelo: Gisele Bündchen.
Humor: Kibeloco.
Poesia: quase nenhuma.
Em quem você tacaria uma torta na cara: Lula.
Pedra: A beautiful sparkling diamond.
O maior crime: Racismo.
Profissão que despreza: Funcionário público.
Profissão que gostaria de ter: Ser professor de geografia.
Tatuagem: Não, mas estou QUASE fazendo uma.
Chocolate: Ao leite, da Kopenhagen.
Santo: Santo Antônio.
Sonho: Conhecer o mundo todo.
Show: Backstreet Boys (e sem vergonha nenhuma). Marcou por "n" fatores juntos.
Time: Palmeiras, por obrigação social.
Luxo predileto: Cortar o cabelo no Galeria, na Mário Ferraz.
Coisa deleitável: cama king-size padrão norte-americano, com lençóis de 1.000 fios.
Jogo de Tabuleiro: Adoro War!
Dia da semana: Sábado, always.
Praia ou Montanha: Praia. Agora, praia.
Coleção: De chaveiros, do mundo todo.

O dia de ontem

Ontem não pude postar porque passei o dia inteiro fora do banco.

E como cheguei em casa duas horas e meia depois de ter saído da filial, não tive paciência para entrar na net. Mas tudo bem , o dia valeu a pena.

E já comecei a fazer o que escrevi no post abaixo. Hoje continua, só vou esperar o povo sair para almoçar para começar a ligar.

Vamos ver o que vai dar até o final do dia. Como cheguei atrasado hoje (o trânsito estava um inferno esta manhã, sem motivo algum), vou aproveitar para fcar até mais tarde.

E, depois, estrada. Viajar é necessário.

22.3.06

Forra!

Acabou a fase tonta do Reich. Hoje.

A partir de amanhã eu vou forçar o meu trabalho na marra para os outros.

Hoje uma das gerentes veio com uma estória de ir para a filial que eu cuido resolver uns problemas, visitar uns clientes e tudo mais, a convite de um officer. E ela falou ao telefone na minha frente, dando risadinhas e, quando desligou o telefone, não falou nada.

Contei até vinte e perguntei sobre o que era. Ela me contou que era sobre umas empresa a serem prospectadas, uns casos que ela já tinha conhecimento e que quriam que ela fosse.

Rodei a baiana. Falei que mesmo que ela fosse chamada, eu que deveria ir, já que eu sou o gerente responsável. Que se nós não começássemos a "marcar" o território um do outro, os gerentes comerciais não iriam se acostumar a nos procurar. Iriam procurar apenas quem eles conhecem (no caso, ELA).

Nada de ciúmes ou infantilidade. simplesmente não sei quais as intenções dos outros por aqui, mas eu não vou deixar puxarem meu tapete. O que é meu é meu, foi decidido pela diretoria e isto depende somente dela. No que é meu ninguém tasca e quem não gostou, que vá reclamar depois.

Se não for assim, vou ser massacrado aqui dentro.

Está na hora de colocar as garras de fora.

Já.

Uma mão lava a outra...

Uma das melhores coisas que existem é trabalhar em um lugar novo.

Sempre é bom conhecer novas pessoas, formas de trabalho e negócios. Sem contar que mudar é necessário, traz um "novo lufar" à nossa vida. E o novo conhecimento, a ajuda dos outros e o trabalho em equipe é sempre enobrecedor.

Assim como uma das piores coisas que existem é trabalhar em um lugar novo.

Existe a possibilidade de as pessoas não irem com a sua cara, boicotarem seu trabalho, não te ajudarem em nada, ninguém te explicar o funcionamento do banco e ainda te ajudarem fazendo tudo por conta própria, com você olhando. Sem mencionar a falta de educação.

Pois é.

No último mês, eu me encontro na segunda opção.

Yeap.

O começo

Durante dois anos tive um blog, que eu gostava muito e que me rendeu muitas felicidades e também alguns problemas. Mas a primeira opção foi infinitamente maior.

Hoje, quero reativar o hábito de sentar em um computador e voltar a escrever. Tenho certeza quie vai me fazer bem.

Manter um blog não é tarefa fácil: é como começar uma dieta ou uma seqüência de exercícios em uma academia. requer tempo, paciência e força de vontade para se tornar um hábito, uma necessidade.

Não sei se vou conseguir levar tudo isso adiante, mas acho que vale a pena tentar. Preciso escrever, sinto uma falta enorme de não estar colocando minhas idéias em um computador, de contar o meu dia, de ver o que escrevi tempos atrás e brincar de analista.

Sim, por que as pessoas que têm blogs são todas, no fundo, enveredadas pelo mundo da auto-análise. E adoram.

Além do mais, dest vez estou com bastante tempo de sobra. E eu mudei, quero ver como vão ficar agora os meus posts. A referênia de blog que eu tenho não é mais tão próxima da pessoa que eu sou hoje.

Os vinte anos... Incrível que, dos 18 aos 30, cada ano é completamente diferente do outro.

http://queerasfolk.blig.ig.com.br